Joaquim Teófilo Fernandes Braga, nascido na cidade de Ponta Delgada na ilha açoriana de S. Miguel, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, tendo-se distinguido como político, escritor e ensaísta. No seu percurso político destaca-se a liderança do Governo Provisório formado com a instauração do regime republicano (de 6 de outubro de 1910 a 3 de setembro de 1911) e o exercício do cargo de Presidente da República em 1915.

Representação de Teófilo Braga na antiga nota de 1.000 escudos

Teófilo Braga, apesar de ser oriundo de uma família de raízes aristocráticas, cedo aderiu aos ideais republicanos, sendo um dos fundadores do Partido Republicano Português. Foi Presidente do 1.º Governo Provisório da República Portuguesa em 1910 e mais tarde substitui Manuel de Arriaga, cumprindo mandato entre 29 de maio e 5 de outubro de 1915, altura em que foi substituído por Bernardino Machado.

A notoriedade e reconhecimento que alcançara na escrita e o papel pioneiro que tivera na elaboração da História da Literatura Portuguesa permitiram-lhe conquistar o lugar de professor de Literaturas Modernas no Curso Superior de Letras (1872-1910).

Teófilo Braga, autor de uma vasta e variada obra literária composta por mais de três centenas de títulos, escreveu poesia, obras de ficção e vários ensaios dedicados à História Universal, ao Direito, Teatro e Literatura. Foi ainda responsável pela recolha de contos e canções tradicionais e a sua publicação nas antologias Cancioneiro Popular, de 1867, e Contos Tradicionais do Povo Português, publicado em 1883.

Faleceu no seu gabinete de trabalho, aos 81 anos, e foi sepultado na sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos, tendo sido trasladado para o Panteão Nacional, na data da sua inauguração, em 1966.